
Projeto mira diretamente o principal gargalo do sistema: a travessia da Serra do Mar
Com investimento estimado em R$ 8 bilhões e a construção do maior túnel rodoviário do Brasil, com mais de 6 quilômetros, a nova pista da Rodovia dos Imigrantes avança como uma das obras viárias mais ambiciosas de São Paulo. O projeto mira diretamente o principal gargalo do sistema: a travessia da Serra do Mar, responsável por travamentos frequentes no acesso ao litoral.
Alívio no tráfego entre capital e litoral
A ampliação surge em um momento de pressão constante sobre o Sistema Anchieta-Imigrantes, especialmente em feriados prolongados e durante a temporada de verão. Quando o tráfego entra em colapso, os impactos se espalham pelo transporte de cargas, pelo turismo e pela logística do Porto de Santos.
Com a terceira pista, a expectativa é reduzir os congestionamentos históricos e trazer mais previsibilidade ao deslocamento. Entre os principais ganhos previstos estão:
- Aumento de até 145% na capacidade de tráfego de caminhões e ônibus na Serra do Mar;
- Crescimento de cerca de 25% na capacidade total do sistema rodoviário;
- Manutenção de velocidades mais constantes, mesmo em períodos de pico;
- Redução do tempo de viagem entre São Paulo e a Baixada Santista.
Engenharia complexa e investimento bilionário
O novo trecho terá aproximadamente 21,5 quilômetros, sendo cerca de 17 quilômetros em túneis, atravessando uma das áreas geologicamente mais sensíveis do estado. O destaque fica para o túnel principal, que ultrapassa 6 quilômetros de extensão e exige soluções técnicas avançadas.
Entre as principais características do projeto estão:
- Uso de concreto projetado e revestimentos especiais nas galerias;
- Instalação de sistemas de drenagem para controle de infiltrações;
- Construção de muros e barreiras de contenção em áreas instáveis;
- Integração direta com as pistas já existentes da Rodovia dos Imigrantes.
O volume de recursos deve gerar empregos diretos e indiretos ao longo de todo o período de obras.
Segurança reforçada e impacto no turismo
A operação dos túneis contará com sistemas modernos de segurança e monitoramento, essenciais para estruturas de grande extensão. Estão previstos:
- Ventiladores de grande porte para controle da qualidade do ar;
- Saídas de emergência ao longo do trajeto;
- Câmeras, sensores de fumaça e temperatura;
- Painéis de mensagens variáveis integrados a um centro de controle operacional.
No turismo, a principal expectativa é a redução da imprevisibilidade no tempo de deslocamento, favorecendo viagens de fim de semana, passeios de um dia e a ocupação hoteleira na Baixada Santista ao longo de todo o ano.
Segundo o cronograma do Governo do Estado de São Paulo, as obras devem começar em 2026 e seguir até 2031, com possibilidade de liberação gradual de trechos.
Fonte: Gazeta do Povo / Foto: Divulgação/Ecovias

